Aos 90 anos, Alfredo Brianez faz balanço de sua vida em Mandaguari
Médico mais antigo de Mandaguari festeja 90 anos de vida, 60 de profissão e deixa claro que não pretende parar de trabalhar
Nesta segunda-feira, quando os familiares e amigos se reunirão para festejar os 90 anos do médico Alfredo Rodrigues Brianez, o mais antigo médico de Mandaguari (a 39 quilômetros de Maringá) e que continua em atividade até hoje, ele poderá não só fazer um balanço desses 90 anos, mas também dos 60 em que vive em Mandaguari, cidade que viu nascer e ajudou a crescer ao lado dos milhares de trabalhadores que chegavam de todo o Brasil atraídos pela terra roxa onde nascia com vigor tudo o que se plantasse. Nesse balanço, o doutor Alfredo certamente perceberá que a cidade dos velhos tempos não existe mais, principalmente as pessoas que ele viu tão entusiasmadas na construção da cidade, entre elas seus 11 irmãos e a esposa Geni, que lhe deu mais de 60 anos de companheirismo e quatro filhos.
No dia em que o recém-formado médico chegou a Mandaguari, em janeiro de 1950, o município, criado três anos antes, era o segundo maior do Paraná, estendendo-se ao norte até o Estado de São Paulo e ao oeste até o Mato Grosso (hoje a parte que é o Mato Grosso do Sul), mas a cidade praticamente ainda não existia. A população vivia quase toda na zona rural, derrubando matas para a plantação de cafezais e só aparecia no pequeno povoado aos sábados e domingos
Com 29 anos e já casado, o doutor Alfredo instalou um pequeno consultório e, apesar de existirem outros médicos na pequena comunidade, logo tornou-se o preferido de Mandaguari, recebendo pacientes que chegavam de lugares onde hoje estão cidades como Maringá, Cianorte, Umuarama. Trabalhava muito, principalmente nos sábados e domingos, que eram os dias em que o povo ia para a cidade fazer compra, consultas, se divertir assistindo aos jogos do MEC, o Mandaguari Esporte Clube. Um ano depois ele inaugurava o maior hospital da região, o primeiro em alvenaria, ao qual deu o nome de “Marina Brianez” em homenagem à sua mãe. No “Marina Brianez” trabalharam alguns dos mais conceituados médicos que depois se instalaram em municípios como Maringá, Londrina, Apucarana, Cianorte, Umuarama, entre eles os fundadores do Hospital Santa Rita de Maringá.
O doutor Alfredo e dona Geni formavam um dos casais mais atuantes da nascente sociedade, participaram da criação de clubes, entidades assistenciais, cooperativas de produtores. Essa atuação deu ao médico prestígio para se eleger três vezes vereador e uma vez vice-prefeito.
Em janeiro deste ano o doutor Alfredo festejou 60 anos de Mandaguari e o mesmo tempo de prática da medicina. Quando os filhos, sobrinhos e netos aventaram que estava na “hora de descansar, o senhor franzino de 90 anos deixou claro que medicina é sua missão, que ama o trabalho e que não saberia ficar parado. E no dia seguinte estava novamente no consultório atendendo uma média de 25 pessoas por dia.
Por que o senhor escolheu morar em Mandaguari, quando podia ter ido para uma cidade com mais estrutura?
A efervescência que o norte do Paraná vivia naqueles dias mostrava que aqui estava nascendo uma das regiões mais prósperas do Brasil. Seis dos meus 11 irmãos já estavam aqui derrubando matas e eu quis ficar perto deles.
Aos 90 anos, quais as grandes tristezas da vida?
A tristeza é ver que todos aqueles que amávamos na juventude já se foram. Perdi minha querida esposa e todos meus irmãos, muitos dos primeiros amigos que vi com grande entusiamo trabalhando para criar essa cidade.
E as grandes alegrias?
A alegria é praticar 60 anos de medicina mantendo a credibilidade, receber o Diploma de Mérito Ético-Profissional, instituído pela Resolução Conselho Regional de Medicina do Paraná para homenagear os médicos que tenham completado 50 anos ininterruptos de atividade sem sanção ético-profissional e com relevante e exemplar conduta médica, ter os filhos bem encaminhados, a chegada dos bisnetos e ver que cinco dos meus 10 netos também escolheram ser médicos.
Nesta segunda-feira, quando os familiares e amigos se reunirão para festejar os 90 anos do médico Alfredo Rodrigues Brianez, o mais antigo médico de Mandaguari (a 39 quilômetros de Maringá) e que continua em atividade até hoje, ele poderá não só fazer um balanço desses 90 anos, mas também dos 60 em que vive em Mandaguari, cidade que viu nascer e ajudou a crescer ao lado dos milhares de trabalhadores que chegavam de todo o Brasil atraídos pela terra roxa onde nascia com vigor tudo o que se plantasse. Nesse balanço, o doutor Alfredo certamente perceberá que a cidade dos velhos tempos não existe mais, principalmente as pessoas que ele viu tão entusiasmadas na construção da cidade, entre elas seus 11 irmãos e a esposa Geni, que lhe deu mais de 60 anos de companheirismo e quatro filhos.
No dia em que o recém-formado médico chegou a Mandaguari, em janeiro de 1950, o município, criado três anos antes, era o segundo maior do Paraná, estendendo-se ao norte até o Estado de São Paulo e ao oeste até o Mato Grosso (hoje a parte que é o Mato Grosso do Sul), mas a cidade praticamente ainda não existia. A população vivia quase toda na zona rural, derrubando matas para a plantação de cafezais e só aparecia no pequeno povoado aos sábados e domingos
Com 29 anos e já casado, o doutor Alfredo instalou um pequeno consultório e, apesar de existirem outros médicos na pequena comunidade, logo tornou-se o preferido de Mandaguari, recebendo pacientes que chegavam de lugares onde hoje estão cidades como Maringá, Cianorte, Umuarama. Trabalhava muito, principalmente nos sábados e domingos, que eram os dias em que o povo ia para a cidade fazer compra, consultas, se divertir assistindo aos jogos do MEC, o Mandaguari Esporte Clube. Um ano depois ele inaugurava o maior hospital da região, o primeiro em alvenaria, ao qual deu o nome de “Marina Brianez” em homenagem à sua mãe. No “Marina Brianez” trabalharam alguns dos mais conceituados médicos que depois se instalaram em municípios como Maringá, Londrina, Apucarana, Cianorte, Umuarama, entre eles os fundadores do Hospital Santa Rita de Maringá.
O doutor Alfredo e dona Geni formavam um dos casais mais atuantes da nascente sociedade, participaram da criação de clubes, entidades assistenciais, cooperativas de produtores. Essa atuação deu ao médico prestígio para se eleger três vezes vereador e uma vez vice-prefeito.
Em janeiro deste ano o doutor Alfredo festejou 60 anos de Mandaguari e o mesmo tempo de prática da medicina. Quando os filhos, sobrinhos e netos aventaram que estava na “hora de descansar, o senhor franzino de 90 anos deixou claro que medicina é sua missão, que ama o trabalho e que não saberia ficar parado. E no dia seguinte estava novamente no consultório atendendo uma média de 25 pessoas por dia.
Por que o senhor escolheu morar em Mandaguari, quando podia ter ido para uma cidade com mais estrutura?
A efervescência que o norte do Paraná vivia naqueles dias mostrava que aqui estava nascendo uma das regiões mais prósperas do Brasil. Seis dos meus 11 irmãos já estavam aqui derrubando matas e eu quis ficar perto deles.
Aos 90 anos, quais as grandes tristezas da vida?
A tristeza é ver que todos aqueles que amávamos na juventude já se foram. Perdi minha querida esposa e todos meus irmãos, muitos dos primeiros amigos que vi com grande entusiamo trabalhando para criar essa cidade.
E as grandes alegrias?
A alegria é praticar 60 anos de medicina mantendo a credibilidade, receber o Diploma de Mérito Ético-Profissional, instituído pela Resolução Conselho Regional de Medicina do Paraná para homenagear os médicos que tenham completado 50 anos ininterruptos de atividade sem sanção ético-profissional e com relevante e exemplar conduta médica, ter os filhos bem encaminhados, a chegada dos bisnetos e ver que cinco dos meus 10 netos também escolheram ser médicos.
0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial